O Governo tentou aprovar o pacote de maldades no Senado da República

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O Governo tentou aprovar o pacote de maldades no Senado da República. Lá, alguns Senadores da base, entre eles Senadores do PT, tiveram a coragem de falar, alto e bom som, que aquele pacote não se tratava de medidas que fariam bem ao nosso País, que eram medidas contra os trabalhadores. Eles tiveram a coragem de afirmar a sua posição, inclusive, assinaram manifesto contrário àquelas medidas, bem diferente a posição daqueles Deputados do PT, que não tiveram a coragem de votar a favor dessas medidas no plenário da Câmara, que se ausentaram da votação.
Mas o PT, através do seu braço sindical, desencadeou uma campanha covarde de acusação a todos aqueles que, como nós, votamos a favor das medidas que protegerão o trabalhador brasileiro, o terceirizado, que hoje está totalmente sem regras, sem nenhum direito, sem nenhuma proteção.
Onde estava a CUT, que é um conjunto de dirigentes sindicais? Alguns pelegos de 10 anos, 15 anos, que não representam mais nada, nem coragem de organizar greves têm, porque já terceirizaram os piquetes há muito tempo. Eu falo por experiência própria, porque temos o Paulinho da Força Sindical, que é um combativo dirigente sindical, tem experiência. A Força Sindical clamou para que nós aprovássemos o projeto que regulamentava a terceirização no Brasil, ao mesmo tempo em que veio para dizer que o pacote do Sr. Joaquim Levy é um pacote liberal, é um pacote que procura desfazer as trapalhadas ou palhaçadas, as pedaladas fiscais, tudo o que de errado o Governo Dilma, no seu primeiro mandato, fez, cujas consequências e sequelas terríveis, hoje, os trabalhadores estão sendo obrigados a engolir, através dessa Maioria avassaladora, através da farta distribuição de cargos.
No velho método, do toma-lá-dá-cá, o Governo conseguiu aprovar, a ferro e fogo, na Câmara dos Deputados, esse pacote.
E, lá no Senado da República, eu espero que consigam fazer ver ao Palácio do Planalto que o Congresso Nacional não pode ser um puxadinho do Executivo. Nós não estamos aqui para chancelar, exclusivamente, o que a equipe econômica, que hoje está convocada para refazer aquilo que se destruiu, em termos de credibilidade no nosso País.
Por isso, eu queria fazer referência a dois comportamentos: Lá no Senado, à coragem de Senadores da base de dizerem: Esse pacote não pode ser aprovado como está, e aqui na Câmara, àqueles que, de maneira dissimulada, não tiveram coragem de estar aqui dizendo que votaram a favor da redução do seguro-desemprego, que votaram contra as viúvas, que votaram contra os trabalhadores.
Na verdade, essas medidas representam, exclusivamente, medidas contra os trabalhadores, contra o setor produtivo, contra pequenos empresários e contra o nosso País.