Audiência Pública discute a falta de funcionários na Caixa Econômica Federal, maior agente de políticas públicas e o terceiro maior banco do Brasil

Na tarde desta terça-feira, 29, Augusto Carvalho compareceu à Audiência Pública no Plenário 7 da Câmara dos Deputados, para tratar do esvaziamento do quadro de funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) e da nomeação dos concursados do certame de 2014, cuja validade está próxima de ser vencida.

Desde a década de 80 a CEF vem ampliando sua atuação no mercado e na execução de políticas públicas concernentes a programas sociais do governo. Só nos últimos cinco anos, a Caixa ampliou em 1490 o número de agências em todo o Brasil, entretanto, há uma média de apenas 23 trabalhadores por unidade. Outrora, este número chegava a 32.

“São 778 clientes por empregado exclusivamente comerciais. No âmbito social, na esfera dos pagamentos do Bolsa Família, Minha casa Minha Vida, dos direitos trabalhistas, FGTS, entre outros, são 4486 pagamentos por empregado”, observou Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e assessora da Contraf-CUT e do Comando Nacional dos Bancários. “O banco não contratou conforme o seu crescimento e há um déficit muito grande de empregados que precisa ser suprimido para melhor atender à população.”

Do concurso atual (certame de 2014), aproximadamente 2600 pessoas foram nomeadas entre os 33.148 aprovados de 1.156.744 inscritos. Segundo informações da Comissão dos Aprovados no Concurso de 2014, que retoma a campanha +EMPREGADOSPARAACAIXA +CAIXAPARAOBRASIL, este foi o maior concurso realizado pelo CESPE no Brasil e há quem diga ser o maior concurso público “do mundo”.

Para André Martins, presidente da Comissão dos Aprovados, é necessário que a Caixa convoque os aprovados antes do vencimento do concurso. Ele justifica que com os planos de aposentadoria, a falta de contingente foi agravada em pelo menos três mil empregados.

“O banco está terceirizando funções de técnico bancário e de cargos de nível superior, sobretudo, de engenheiros e agrônomos, o que é ilegal com a nova legislação”, desabafa.

O deputado federal Augusto Carvalho é um defensor dos aprovados que seguem desde 2014 tentando ingressar na carreira pública. “Eu declaro meu total apoio a estes concursados, que estão legitimamente capacitados para assumirem suas funções. A Caixa tem grande necessidade de atender melhor sua clientela. Houve uma diversidade enorme das suas atividades e o banco, além de ser imobiliário, atende a diversos programas sociais do governo e precisa urgentemente contratar os nomeados no concurso público”, disse.

Outra questão é que a Estatal não está honrando os 5% de reserva legal do quadro de servidores com deficiência. Há um déficit de 1,45% das cerca de 2 mil pessoas com deficiência aprovadas no concurso que ainda não foram convocadas.

#MAISEMPREGADOSJÁ