Sistema eleitoral brasileiro

Duas grandes chances de introduzir modificações importantes no sistema eleitoral brasileiro já foram perdidas, de acordo com o deputado federal brasiliense Augusto Carvalho (foto). A primeira delas, diz Augusto, seria a introdução do voto distrital que, mesmo em fórmula mista, permitiria baratear as campanhas e aproximar o representante de seu representado. A segunda, o financiamento público de campanhas, o que preservará, nas palavras do deputado, “as mazelas que hoje marcam o processo político eleitoral”. Augusto acredita, porém, que ainda existe uma abertura para não frustrar o eleitor brasileiro que deseja a reforma política.

Aposta na regulamentação

A saída, sugere Augusto Carvalho, seria aproveitar a regulamentação da emenda do financiamento privado de campanhas para combater o atual toma-lá-dá-cá.  “A nossa esperança, agora é, aprovado o financiamento privado exclusivamente para partidos políticos, que venha uma regulamentação compatível com a fórmula adotada”, diz. Isso significaria, pela proposta de Augusto, impor um limite das doações das empresas e, ao mesmo tempo, impedir que empresas beneficiárias de créditos privilegiados despejem milhões de reais, como aconteceu no último processo eleitoral. Só assim, afirma o deputado, seria possível impedir a atual promiscuidade entre os interesses privados e o interesse público.

Texto publicado no site Jornal de Brasilía, por Eduardo Brito.

Continue lendo