O Solidariedade e as causas populares

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Por Paulinho da Força

O Partido Solidariedade nasceu com o DNA de defender as causas populares. Vamos reforçar nossa luta pelo fim do Fator Previdenciário, pela correção da tabela do Imposto de Renda e contra a desindustrialização.

O Fator Previdenciário, criado em 1998, diminui em até 40% o valor das aposentadorias, de acordo com a idade com que o brasileiro se aposenta. É um verdadeiro absurdo! A luta contra o Fator é uma batalha tanto dos aposentados como dos trabalhadores da ativa.

A cada ano, o Fator representa mais de R$ 9 bilhões que deixam de ser repassados para o bolso de pessoas que trabalharam e contribuíram por toda a vida para a Previdência. Nossos parlamentares pretendem, inclusive, obstruir as votações do Orçamento caso a proposta não avance.

A proposta que está mais próxima de ser aprovada pelo Congresso não extingue o Fator, mas cria uma alternativa a ele. Pela proposta, quem quiser se aposentar com proventos integrais deve ter atingido um valor mínimo na soma entre sua idade e seu tempo de contribuição. Essa soma seria de 85 anos para a mulher e 95 para os homens.

Outra luta será pela correção da tabela do Imposto de Renda. A defasagem entre janeiro de 1996 e dezembro de 2012 chega a 62,77%. Vale ressaltar que, a cada ano, com os reajustes das categorias – conseguidos por intermédio da luta dos sindicatos –, milhares de trabalhadores passam a pagar Imposto de Renda, visto que a tabela não vem sendo devidamente corrigida. A correção da tabela do Imposto de Renda é, acima de tudo, uma questão de justiça social.

Vamos também combater a desindustrialização, que prejudica o setor produtivo e os empregos no Brasil. Infelizmente, o que falta para que sanemos o problema é a criação de uma política industrial que privilegie os produtos nacionais. E que seja voltada para o fortalecimento do nosso parque industrial. A desindustrialização gera impactos negativos sobre o desenvolvimento socioeconômico, geração de emprego, valorização salarial, saúde e, ainda, interfere em outras questões sociais, como o crescimento da violência.

Artigo publicado em 30/10 no Diário de S.Paulo